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  • Cris Dias

Start-up de reciclagem cresce convertendo embalagens descartadas em moeda digital




A start-up Polen, de destinação de resíduos, impulsiona seu resultado aliando sustentabilidade e tecnologia. Ela converte o valor de embalagens usadas em moeda digital, que é adquirida por grandes companhias como forma de neutralizar suas emissões de CO². A previsão é triplicar o volume dessas transações sobre 2020, para perto de R$ 40 milhões. Gigantes como Fiat, Unilever e Souza Cruz estão entre os clientes da Polen, diz o presidente Renato Paquet (foto).

Grandes corporações estão cada vez mais neutralizando emissões com a produção de embalagens — frisa ele.

Para crescer, a start-up prepara uma rodada de investimentos de R$ 5 milhões.

— A meta é aumentar investimentos para atuarmos em todo o Brasil. Hoje, estamos em 22 estados — conta Paquet.

A quantidade de resíduos sólidos urbanos produzidos no país saltou de 67 milhões para 79 milhões de toneladas anuais entre 2010 e 2019, informou o Sebrae citando dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe). Nesse período, a coleta avançou mais de 23%, para 72,7 milhões de toneladas por ano. Do total, perto de 60% têm destinação correta.

— Para toda empresa, é importante pensar em gestão de resíduos. Ela tem relação com a produtividade e a redução de custos, sendo uma solução para diminuir impactos da crise — diz Alexandre Ambrosini, analista de inovação do Sebrae, destacando o potencial do segmento para micro e pequenos negócios, que vem sendo estimulado pelo Serviço.

A indústria também está atenta. É que, apesar da Política Nacional de Resíduos Sólidos ter dez anos, o tratamento diferenciado para gestão de resíduos em micro e pequenas empresas não foi regulamentado. Nos próximos dias, Davi Bontempo, gerente-executivo de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria, se reúne com o governo para pedir urgência na definição de regras de simplificação e dispensa para apresentação de planos nessa área pelas empresas de pequeno porte. Ele diz que a regulamentação vai diminuir custos e trazer crescimento e competitividade a pequenas indústrias. (Bruno Rosa e Glauce Cavalcanti)

Fonte: Site O Globo
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